Loja ou atendimento
A presença de clientes implica avaliar o acesso a equipamentos e as condições de circulação e evacuação.
Uma loja, um escritório ou um restaurante têm necessidades próprias. Conheça as diferenças ligadas à utilização do espaço, ao acesso do público e à segurança.
Ver os pontos essenciaisUma loja pode ser um estabelecimento que recebe público. A classificação resulta da utilização efetiva do local.
A presença de clientes implica avaliar o acesso a equipamentos e as condições de circulação e evacuação.
Importa considerar a atividade, a ocupação e as áreas acessíveis. A designação «escritório» não resolve o enquadramento.
Cozinhas, saúde, ensino, espetáculos e outras atividades podem ter exigências adicionais.
RTIEBT — secção 801.2 e regras especiais aplicáveis
Em estabelecimentos que recebem público, os quadros e os dispositivos de seccionamento, comando e proteção devem ficar inacessíveis ao público.
A manobra é reservada a pessoas qualificadas ou instruídas, autorizadas. Em zonas acessíveis ao público e caminhos de evacuação, os dispositivos de comando e proteção abaixo de 2,50 m devem ser manobrados com chave ou ferramenta. A solução depende da localização do conjunto.
Devem existir meios de colocar a instalação fora de tensão, nas condições exigidas para o estabelecimento.
As RTIEBT distinguem os cortes da instalação normal, de segurança e de socorro. O dispositivo, a localização e eventual comando à distância têm de ser articulados com o regime de segurança contra incêndio. Não se deve concluir que qualquer loja precisa da mesma botoneira de emergência.
A necessidade, a distribuição e a autonomia da iluminação de segurança devem ser definidas para o local.
A utilização, a lotação, os percursos de evacuação e o enquadramento de segurança contra incêndio influenciam a solução. As regras elétricas e as exigências de SCIE devem ser verificadas em conjunto.
A carga dos equipamentos e as condições de instalação determinam os condutores, as proteções e a divisão dos circuitos.
É necessário avaliar proteção contra sobreintensidades, choques elétricos e efeitos térmicos, identificar os circuitos e garantir ligação à terra e equipotencialidade quando aplicáveis. O tipo de diferencial depende dos circuitos e equipamentos.
Nas zonas acessíveis ao público, as tomadas até 16 A devem ter obturadores. Os cabos não devem criar obstáculos à circulação.
Tomadas de maior corrente têm condições próprias. As RTIEBT também proíbem suportes ladrão e fichas múltiplas nas zonas acessíveis ao público e nos caminhos de evacuação. A distribuição de pontos de alimentação deve ser planeada para a utilização real.
Água, calor, poeiras, impactos e produtos utilizados no local influenciam a escolha dos equipamentos.
Cozinhas, instalações sanitárias e outros locais especiais exigem análise própria. O grau de proteção do material e as medidas de segurança resultam das influências externas e das regras aplicáveis ao local.
Na entrada inicial em exploração de uma loja ou outro estabelecimento do tipo C, a inspeção por entidade inspetora é exigida, independentemente do escalão de potência.
A dispensa prevista para certas habitações até 6,90 kVA não se estende, por esse motivo, a uma loja. Num estabelecimento existente, o procedimento depende da intervenção.
Decreto-Lei n.º 96/2017 — artigos 4.º e 5.ºA obrigação de projeto depende dos critérios legais, incluindo o conjunto do imóvel e eventuais utilizações especiais. A potência contratada da loja, isoladamente, pode não ser suficiente para decidir.
Se estiver num prédio, deve ser considerada a instalação coletiva que a alimenta.
Ver projeto, inspeção e documentos →O técnico deve considerar a data, as regras aplicáveis e o alcance da intervenção.
Uma instalação antiga exige avaliação do seu enquadramento e das condições de segurança. Numa ampliação ou remodelação, é necessário identificar as partes afetadas e as verificações exigidas.
Mudar a utilização, redimensionar a instalação ou introduzir um novo quadro pode alterar o processo necessário. Todas as intervenções exigem verificação das condições de segurança.
DGEG — alterações às instalações existentesA exigência depende da acessibilidade e da localização dos dispositivos. Os detalhes estão no tema «Quadros e acesso do público», acima.
A inspeção elétrica tem um âmbito próprio. É necessário verificar também as obrigações de segurança contra incêndio aplicáveis ao estabelecimento.
É necessário verificar se é adequada à nova atividade, às cargas previstas e às condições de segurança. Uma mudança de utilização pode alterar o processo exigido.
Indique o tipo de imóvel, a localização e o que pretende fazer. A avaliação técnica identifica as correções, os ensaios e a documentação necessários.
Pesquisa documental revista em . Guia geral de instalações de baixa tensão, com procedimentos relativos a Portugal continental. Instalações especiais e procedimentos regionais exigem enquadramento próprio. A conformidade é confirmada por avaliação técnica e ensaios; este guia não substitui projeto ou inspeção quando exigidos.